Enquanto o Brasil avança na reformulação das políticas de segurança pública, as cidades do Rio de Janeiro e Duque de Caxias já desenvolvem iniciativas municipais que apostam em tecnologia, inteligência, monitoramento e integração entre as forças de segurança.
As duas cidades estabeleceram, uma parceria inédita entre a CIVITAS Rio e o Smart Duque, inaugurando a primeira Muralha Digital integrada entre os dois municípios.
O sistema conta com 50 câmeras distribuídas em um corredor de aproximadamente seis quilômetros, permitindo o monitoramento de veículos, leitura automática de placas e compartilhamento de informações em tempo real entre as centrais de inteligência.
Em Duque de Caxias, a estrutura de monitoramento também está sendo ampliada. Em Jardim Primavera e Saracuruna, no segundo distrito, a Prefeitura anunciou a implantação de um cinturão tecnológico com 27 torres de monitoramento já instaladas e outras 10 em fase de implantação.
Cada torre conta com seis câmeras, sendo quatro com reconhecimento facial, uma com leitura automática de placas e outra com visão de 360 graus. O município também conta com a atuação da Força Municipal no patrulhamento preventivo e no apoio às demais forças de segurança.
No Rio de Janeiro, a CIVITAS Rio utiliza tecnologia e inteligência para monitoramento urbano, identificação de veículos suspeitos e apoio às investigações policiais, além da atuação da Força Municipal.
E A PEC DA SEGURANÇA PÚBLICA, COMO ESTÁ A VOTAÇÃO?
A Proposta de Emenda à Constituição nº 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, foi aprovada pelo Senado Federal na terça-feira (3), em dois turnos.
A votação terminou com 73 votos favoráveis e nenhum contrário no primeiro turno. No segundo, foram 75 votos favoráveis e nenhum contrário.
A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e agora segue para promulgação pelo Congresso Nacional.
Entre as mudanças previstas estão a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), maior integração entre União, estados e municípios, fortalecimento do combate ao crime organizado e a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle externo do Ministério Público.
As experiências de Rio e Duque de Caxias mostram que os municípios já vêm desenvolvendo iniciativas de integração e tecnologia na segurança pública antes mesmo da conclusão da tramitação da PEC.

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